4 de nov de 2013

O momento não poderia ser melhor – pelo menos para quem vende. Puxada pelo crescimento de grandes portais e também do e-commerce nacional, a publicidade online vive um momento único no Brasil. Para se ter uma ideia, atualmente o país ocupa a quarta posição no mundo em pageviews e é a sexta maior audiência da internet. Ou seja, nenhum anunciante pode ignorar tamanho potencial.

As marcas já conhecem o caminho das pedras para conquistar mais clientes e apostam cada vez mais no meio online; inclusive o governo brasileiro investe muito em publicidade na web. Tudo bem, a TV ainda é o meio favorito dos anunciantes, mas no ritmo que está, é capaz que algum dia essa situação acabe mudando de vez.

"A internet já está chegando ao nível da televisão em termos de importância e em termos de engajamento do público brasileiro. Ainda não está aí em termos de investimento, mas com certeza é o meio que mais cresce hoje em dia", comenta Alex Banks, vice-presidente latino-americano da comScore.

O engajamento do brasileiro no Facebook também fez as empresas – já há algum tempo – prestarem muita atenção em tudo o que rola na rede social. O ambiente é extremamente fértil para as marcas conhecerem melhor o perfil dos consumidores e até investir em anúncios direcionados.

Existem basicamente duas formas de anúncio na internet; o principal e mais comum ainda são os banners. "Também há diferentes formatos, com vídeos, aqueles que ocupam a página inteira em alguns segundos. É claro que cada um tem um preço diferente", diz Banks.

O objetivo maior das publicidades visuais é atrair visitas para o site ou fazer com o que o internauta mantenha aquela marca na cabeça; mesmo que inconscientemente.

A segunda maior alternativa para a publicidade online são os links patrocinados; quando o anúncio está embutido nos resultados de pesquisas de mecanismos de busca como o Google, por exemplo.

Por falar em Google, não só o gigante das buscas, mas praticamente todo site que você acessa observa e mapeia seu comportamento. Monitorando as buscas é possível traçar perfis mais embasados e vender essas informações a empresas de marketing.

"Não só os sites que você visita estão vendo seu comportamento, sua navegação, mas também anunciantes e empresas que ajudam anunciantes estão vendo essa informação", informa o executivo, lembrando que não são coletados dados pessoais, apenas algo que indique seus interesses.

Para nós, usuários, esse rastreio significa ofertas mais direcionadas e relacionadas aos nossos gostos; seja ela em publicidade ou na indicação de novos vídeos no YouTube, por exemplo. Por um lado, isso não é de tudo ruim – afinal, já que não tem como evitar a publicidade, melhor receber algo que tem a ver com você do que qualquer coisa completamente aleatória.

Mas esse bombardeio publicitário pode chegar a um nível meio incômodo. Às vezes parece que estamos sendo perseguidos e até forçados e efetuar determinada compra. É tão insistente que fica chato. Pior é quando pesquisamos, já compramos o produto e continuamos recebendo as mesmas ofertas.

"Dá para eliminar isso simplesmente limpando seu browser, eliminando seus cookies. Mas também, assim como você tem logins e senhas guardados no browser, é bom manter um perfil para ajudar a internet a se comunicar e ser um pouco mais personalizado para você e seus interesses", opina Banks.

Além da limpeza dos navegadores dos cookies, também dá para optar por navegadores que não permitem o rastreio. Tem gente que vai mais longe e apela para a Deep Web para despistar esses mecanismos inteligentes que te seguem o tempo todo para ofertar produtos de acordo com os sites que você visita.

Fonte: Olhar Digital

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